
Terry O’Neill nasceu em Londres em finais da década de 30 do século passado e aos 14 anos tinha já abandonado a escola carregando o sonho de se tornar baterista de Jazz.
Conseguiu alcançar algum sucesso em Londres mas queria mais. Queria ir até à costa leste dos EUA e estudar com os grandes representantes do Jazz. O dinheiro não sobrava e como tal achou que deveria aranjar um emprego de hospedeiro aéreo que o ajudaria a conseguir a tão desejada viagem para o outro lado do lago. Foi aqui que tudo mudou. De forma a entrar na companhia, Terry O’Neill iniciou um estágio na unidade de fotografia técnica da British Overseas Airways Corporation onde tinha regularmente aulas na escola de artes. Este período foi fundamental para despertar um intenso interesse no fotojornalismo.

Terry embarcou seriamente nestas funções e andou pelo então denominado Aeroporto de Londres (hoje London Heathrow) com a sua Agfa Silette a tentar capturar pequenas histórias com a sua lente até que um dia em 1959, uma fotografia do político Rab Butler a dormir com um ar absolutamente esgotado lhe valeu uma capa no “Sunday Dispatch” e também um emprego part-time como fotógrafo no aeroporto.

Segui-se uma passagem pelo “Daily Sketch” e a consequente afirmação da sua fotografia como uma forma profissional, informal mas respeitosa de representar figuras públicas. Beatles ou Rolling Stones foram alguns dos nomes que procuraram Terry com a intenção de serem fotografados pela sua singular aproximação ao assunto. Seguiram-se publicações como a Look, Vogue, Paris Match ou Rollong Stone Magazine, entre muitas outras. A fotografia da década de 60 e 70 foram fortemente influenciadas pelo trabalho de Terry O’Neill e poucos nomes se sobrepõem ao de Terry em terras de Sua Majestade.

Depois da Ilha veio o imenso mundo de oportunidades que eram (e ainda são) os EUA. Terry tomou de assalto Hollywood e foram poucas as grandes figuras das terras de Tio Sam que não quiseram posar para a sua lente. Terry O’Neill é casado com Faye Dunaway e mesmo com todo o sucesso alcançado e do alto dos seus 73 anos ainda não arrumou o equipamento.
O resto é história e muito mais bem contada pelas suas imagens do que por quaisquer palavras.



































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